Vivemos em um mundo onde imperam as discrepâncias sociais. Isso se deve ao fato de a distribuição de renda ser desigual entre as classes desta sociedade. Muitos com pouco e poucos com muito.
A globalização, ao surgir como nova ordem econômica mundial, propõe uma integração entre os sementos da sociedade. Mas me pergunto: Como esta integração pode ser feita se as diferenças são tão grandes? Muitos dormem e acordam sem, ao menos, ter o que comer durante todo o dia. Estas mesmas pessoas que não comem, não têm acesso a uma educação digna que os auxilie a formar seus pontos de vista.
Dentro dessas perspectivas surgem os meios de comunicação, que segundo o senso comum, são os difusores dos problemas sociais. Mas como estes problemas e estas desigualdades podem ser difundidas e, melhor, solucionadas, se nem todos os que desejam usufruir destes meios têm essa possibilidade?
A mídia no Brasil, hoje, está nas mãos de nove famílias brancas e ricas. Será que estas pessoas, de certa forma, não mostram sua visão de mundo, seus pontos de vista e faz com que a maior parte da população, aqueles que só dispõem da televisão, por exemplo, aceitem essas visões de mundo como indiscutíveis e inquestionáveis?
Cabe a nós que temos acesso a uma educação mais reflexiva, que temos o privilégio de dispor de inúmeras possibilidades de informação (ao contrário da maioria da população) não aceitar tudo o que a mídia mostra como sendo "verdade absoluta". Devemos, antes de mais nada, investigar a veracidade da informação e só assim, tirar nossas conclusões.
Não é muito louvável que vejamos nossa sociedade sendo alienada e com medo de expor suas próprias opiniões por falta de informação suficiente ou até mesmo por medo de expor os problemas sociais e achar que tudo ocorre porque somos uma minoria privilegiada.